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domingo, 14 de abril de 2013

Ciranda promove oficinas de análise de mídia pelo Paraná



Participantes discutem retratos da infância e adolescência feitos por cinco jornais do estado

Contribuir para a compreensão, a ampliação e a qualificação da cobertura jornalística e do debate público sobre infância e adolescência no Paraná. Este é o objetivo do projeto “Infância na Mídia”, desenvolvido pela Ciranda, que monitorou todas as matérias publicadas com o tema em cinco grandes jornais do estado ao longo de 2012. A entidade inicia no dia 10 de abril uma série de oficinas em diversos municípios com a intenção de realizar uma análise coletiva desse material e discutir os retratos das crianças e dos adolescentes feitos pela imprensa paranaense no último ano. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Inesc e Andi lançam pesquisa Parlamento e Racismo na Mídia



Pesquisa “Parlamento e Racismo na Mídia” lançada hoje, 20/3, pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e a pela Andi - Comunicação e Direitos e direitos traz um retrato da cobertura jornalística sobre a questão racial. O estudo avaliou 401 matérias jornalísticas que vinculam a questão do racismo ao Parlamento de 45 jornais diários, sendo cinco de abrangência nacional e 40 regionais/locais.

O jornal A Tarde, da Bahia, se destacou como o veículo que mais puxa o debate sobre parlamento e racismo na mídia no País. O jornal publicou 51 textos (12,7% do total de notícias analisadas). Em seguida ficaram os veículos de abrangência nacional: O Estado de S. Paulo, com 46 textos (11,5%); o Correio Braziliense, com 32 (8,0%), O Globo,com 25 (6,2%), a Folha de S. Paulo, com 19 (4,7%) e o Jornal do Brasil, com 16 (4,0%).

Segundo Eliana Graça, assessora política do Inesc, o mais importante não é a quantidade das matérias que o jornal publica sobre a temática, mas a qualidade das informações. “O jornal A Tarde surpreende por conquistar a melhor posição em quantidade de matérias e por ser um dos que mais abriram espaço para lideranças que afirmavam a existência da discriminação racial contra a população negra. Do outro lado, temos O Estado de S.Paulo que apesar de estar em segundo no quadro de quantidade se destacou negativamente ao empalidecer a ideia de uma sociedade marcada pelo racismo”, afirma. 

Racismo
O cenário da falta de representação do/a negro/a no parlamento já é desolador. Embora representem mais de 50% da população brasileira, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os/as negros/as são minoria no Parlamento brasileiro, representando menos de 10% do total de parlamentares. De acordo com levantamento realizado pela União de Negros pela Igualdade (UNEGRO), dos/as 513 deputados/as federais, somente 43 se reconhecem como negros/as. Dos/as 81 senadores/as, apenas dois são negros/as.

Se por um lado existe uma ausência dos negros/as no Legislativo, a pesquisa demonstra também a dificuldade da mídia em tratar o tema racismo. Mais da metade dos 401 textos analisados (56,1%) não menciona o conceito de racismo. As notícias afastam-se do debate histórico, filosófico, sociológico e antropológico sobre o fenômeno, ainda que abordem mecanismos de combate ao racismo (tais como cotas e legislação na área).

Embora parte significativa das notícias (35,4%) admita a existência do racismo, a grande maioria (83,4%) do noticiário trata de maneira geral a questão da igualdade/desigualdade racial, o que não é o mesmo que tratar de racismo.

Principais temas abordados
A pesquisa também aponta que as temáticas mais abordadas pelo noticiário sobre Parlamento e Racismo na Mídia foram a política de cotas para ingresso de negros em instituições do ensino superior (23,2% de todos os textos) e as comunidades quilombolas (14,5% do total de notícias).

O estudo também traz uma seção especial, que aborda 74 textos, capturados nos dois dias subseqüentes à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O objetivo foi examinar o comportamento da imprensa escrita brasileira em relação ao processo de construção e aprovação da lei nas duas casas legislativas.

Saiba mais sobre a pesquisa: A pesquisa tem o intuito de alimentar o debate em torno da sub-representação política dos/as negros/as e de identificar como esse segmento participa do noticiário sobre racismo e igualdade racial publicado pela imprensa no Brasil. Ela analisa 401 textos jornalísticos selecionados do universo de 1.602 matérias da pesquisa Imprensa e Racismo, desenvolvida anteriormente pela Andi.  As matérias são de 45 veículos, sendo cinco de abrangência nacional e 40 de abrangência regional/local. Veja a pesquisa completa aqui

Fonte: INESC

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